terça-feira, 19 de junho de 2018

Suscetibilidade(PoeRima)


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Sentindo o coração oprimido,
Saturado de tanto amar,
Sem mais nada nele contido,
Sem desejos para vivo continuar.

Salvamento eu implorei.
Sentei na beira do mar,
Surgiu bela sereia, a ela roguei
Seus encantos pra me salvar.

Sair do triste marasmo,
Suster a dor, ser um novo moço,
Soterrar todo o sarcasmo
Sorrir pra vida, traçar novo esboço.

Sensatez fez-se presente,
Solidão foi ter com a tristeza.
Suspiros que estavam ausentes,
São agora, mesclados de vilezas.

Diná Fernandes

quarta-feira, 13 de junho de 2018

Fantasia- Enlaces Disticus



A fantasia brinca com meus sentimentos,
incendeia meus pensamentos,
joga-me nos ombros a capa de poeta,
invento histórias não vividas que viram festa,
sofro sem causas, amo sem ter amor,
mando pra ela uma carta se preciso for
espero acontecer o por-do-sol
vislumbro as imagens do céu e arrebol
meu cérebro fica meio aquarela,
minh’alma fica entristecida por falta dela.

Ah! Se eu pudesse mudar seus sentimentos!

Vem pra mim, vem! Você não sai do meu pensamento...!

Autora: Diná Fernandes

Criação do estilo poético. poetisa Aila Brito

sexta-feira, 25 de maio de 2018

Incerteza (Medianeiro)


Invadiu meu coração
uma dúvida crucial
será amor,  paixão,

ou uma breve
ilusão , acho natural
tal incerteza, serve

como alerta, não
posso ser radical
decidido, estou não.

Autoria: Diná Fernandes

Estilo Experimental criado pela poetisa Giovânia Correia

terça-feira, 22 de maio de 2018

Ontem- ABC POÉTICO EM TERCETOS E DUETOS



Ainda ontem de saudades eu chorava
Bons tempos quando eu te amava
Cada dia, mais e mais de ti, eu gostava

Diante de tantos enfrentamentos
Entendi que certos desentendimentos
Ferem o coração e maculam os sentimentos

Ganha força a quebra dos laços afetivos
Há que agir com reflexão, evitar os tons opressivos
Influências negativas e gênio imperativo

Jogaste água fria nas minhas incandescências
Know-how lhes faltou, sobrou incompetência
Lunático homem desprovido de decência

Minhas decisões não as revogarei
Não temo represálias nem hesitarei
Ouvir a voz do coração não é decreto-lei

Para obrigar-me a continuar em desunião
Quando maltratas com palavras meu coração
Render-me aos teus agressivos apelos? Não!

Ouça com atenção, a voz do tempo é factível
Seja tarde ou muito cedo tem ação exequível
Tudo na vida tem retorno, é projeto infalível

Um dia a fatalidade te fará visita, cuidado!
Vá preparando seu lado espiritual maculado

Xamã para curar seus males, aqui não existe
Ziguezazear por ai é o que te resta, e é triste!

Diná Fernandes

Interação da poetisa Norma Silveira , criadora do estilo  Experimental ABC Poético
Obrigada Norminha, ficou primoroso este poema!

  Ontem

A* Ainda ontem eu chorava
B* Balançava a cabeça e falava
C* Cada lágrima que rolava

D* De tristeza e saudades
E* Então procurava a verdade
F* Falava com emoção, intensidade

G* Gostava de sair e dançar
H* Hoje vivo presa a lamentar
I* Importante estou a observar

J* Jamais pensei que fosse ficar
L* Lembrando sempre vou estar
M* Minha liberdade vou procurar

N* Noites estou em sofrimento
O* Ontem havia tanto sentimento
P* Paixão que não saia do pensamento

Q* Quanta dor, perdida emoção
R* Restam agora a recordação
S* Sozinha fico, bate triste coração

T* Tanto tempo perdido, fugiu o prazer
U* Um sentimento que preciso esconder
V* Vagando por aí, mas preciso viver

X* Xis da questão foi muito confiar
Z* Zelarei agora, para não sofrer, voltar...

(Norma Silveira)

Estilo poético criado pela poetisa Norma Silveira



domingo, 20 de maio de 2018

Desilusão- ABC--TERCETO POÉTICO




Ainda não entendi o sofrer por amar.
Busco uma saída que possa  a dor abrandar
Carente d'uma catarse para alma lavar

Doravante, toda mágoa e falsidade,
Expulsar do meu quotidiano será prioridade.
Fomentar sentimentos contidos não traz felicidade.

Garantir minha paz interior, isto sim!
Horas mortas, quero senti-las chegar ao fim,
Inteira estou, preciso permanecer assim.

Jogar com a sorte, digerir lembranças agir com todo zelo,
Lamúrias não combinam com meu novo modelo,
Medos todos sepultados, foi do coração, um apelo.

Nada de resquícios sobejando em meu ser,
O tempo foi generoso, diluiu o doentio querer
Varreu a ponte cerebral, metas veio estabelecer.

Que viver em liberdade é melhor que ser dominada,
Reagir contra enganos e desenganos é ser determinada,
Sensibilidade precisa ser aflorada e explorada.

Tosquiar as arestas pontiagudas às margens do coração
Ultimar todas as lembranças amargas, viver nova emoção.
Valendo-me da força de mulher dei um basta na ilusão.

Xavier era seu nome, criatura quase invencível.
Zombou de mim, pensou ser inesquecível

Autoria: Diná Fernandes

Criação do estilo poético, poetisa Norma silveira.

segunda-feira, 14 de maio de 2018

Antigamente (Enlaces Disticus)


Era lindo o domingo, ambiente saudável.
A família reunida num clima amigável.
O almoço, macarronada com galinha
Os mais velhos tomavam uma bicadinha
O clima era de alegria, as mocinhas
Bem comportadas, com jeito de princesinhas.
Tempo áureo de juventude sadia,
Menina usava trança, a noite não saía.
Na madrugada mocinho afagava os corações
Cantando na janela doces canções.

Sinto saudades daquele tempo respeitável!


Diná Fernandes

domingo, 6 de maio de 2018

Mar Bravio _(Decanato Poético)



Esse mar assim gigante
De águas azuis cintilantes
Exibe uma beleza fascinante

Seu marulhar é um doce canto
Que ameniza qualquer pranto
Águas que curam todo quebranto

Respeitado por sua bravura
E para quem nele se aventura
Pode sofrer uma desventura

Respeite a sabedoria da natureza 

Diná Fernandes